segunda-feira, 28 de abril de 2008

Uma leve impressão da sexualidade na atualidade


Dou início a esse texto discutindo a imagem acima. A idéia da sexualidade representada dessa forma ainda se faz presente na imaginação de uma criança? Pergunta difícil, mas a maioria a se questionar responderá um sonoro NÃO, e estarão essas pessoas certas? Mais uma pergunta difícil. Certo ou errado, são análises, conclusões relativas. Bem, mas se é pra se falar em maioria eles estão certos, as crianças são bombardeadas diariamente com o assunto sexo. Nas novelas (as quais não deveriam ser assistidas por crianças, mas sabemos que são) e até mesmo em desenhos animados isso é repassado, não com cenas de nudez, mas com o pior, teorias sobre sexualidade disfarçadas em personagens diferentes. A nudez não traumatiza a criança, pois ela é um ser em construção e é desprovido de conceitos e preconceitos, a pureza dela faz com que certas coisas sejam encaradas com mais naturalidade que um adulto; já as teorias atrapalham, o indivíduo deve construir sua personalidade e sua sexualidade por si próprio, de acordo com as próprias impressões, pular essa construção e pegar uma teoria já feita confunde, não facilita. Mas a questão é, a criança é bombardeada de que forma? E ela sabe se defender? O bombardeio começa pela imposição da moda, pois é imposto à garotinha que ela deve usar um salto, uma saia mais curta e assim ficar uma mini-mulher; sendo uma mini-mulher ela é obrigada a conquistar assim o garotinho legal da escola, aí dá início a sexualidade precoce, pois essa suposição eu faço de uma garota de mais ou menos 10 anos. Brincar de namorar é a onda no primário, a brincadeira de salada mista que brincávamos há 10 anos atrás sofreu um upload, isso deixa claro como as coisas vem mudando, o que era no mínimo um aperto de mão e no máximo um "selinho", hoje é no mínimo um abraço e no máximo um "beijo de língua". A defesa pra isso parte dos pais, a educação é o ideal; não é proibindo de assistir tv, ou proibindo de ver certas coisas que vai fazer com que a criança não se interesse pelo assunto. O despertar disso vem da escola, na hora do recreio, no convívio com os colegas e isso é inevitável. Um diálogo constante, deixar espaço e disponibilidade pra esclarecimentos é o ideal; tratar do assunto com naturalidade sem esquecer da responsabilidade ajuda na construção da sexualidade dessa criança para que ela não seja futuramente um adolescente confuso e mais tarde um adulto infeliz que não se realiza na vida sexual.

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